Tite, Corinthians e um até breve

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Em três anos, Tite ganhou Brasileiro, Paulista, Libertadores, Mundial e Recopa. É (minha opinião, obviamente) o técnico mais vitorioso da história do Corinthians.

Sim, a versão 2013 de Tite ficou aquém das expectativas. Contratações equivocadas, apostas sem sucesso, esquema engessado, jogadores sem “disposição Libertadores”, lesões, tudo está na sua conta. Mas o “tudo” também é contornável: vem a próxima janela de transferência, a próxima pré-temporada, os próximos 103 anos.

Tite deixa o clube que aprendeu a gostar, que o rotulou um dia como “o melhor do Brasil”. Tite deixa o bando que um dia pediu sua saída, mas que hoje torcia pela sua permanência.

Tite, que fala muito, deve fazer um belo discurso em sua saída. Desnecessário. Em menos de três anos, Tite ganhou Brasileiro, Paulista, Libertadores, Mundial e Recopa. É (minha opinião, obviamente) o técnico mais vitorioso da história do Corinthians.

Tite, Corinthians e um até breve.

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11 tópicos: Botafogo 1 x 0 Penapolense

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Será que sentiram falta dos 11 tópicos?

Depois de uma semana puxada (plantão de carnaval) e uma folga merecida (na praia, sem ver jogos), cá estou para mais uma análise deste Botafogo, 7° colocado do Paulistão. Prontos?

1) Passadas nove rodadas deste Campeonato Paulista, o torcedor botafoguense precisa entender o estilo Marcelo Veiga. Eficiente, o treinador consegue, com pouco investimento, fazer frente a grandes times e somar pontos que colocam, hoje, o time no G8. Com três zagueiros altos e fortes, e dois volantes que saibam marcar, Veiga tenta não sofrer gols em casa. Ele sabe que com uma bola parada, pode decidir a partida;

2) Veiga aprendeu nestes anos todos de Paulistão que não há tempo para montar times que joguem bonito. São praticamente cinco meses intensos, de jogos a cada três dias, lesões e cartões, campos molhados e sem tempo para treinamento. Veiga nos ensina que, se não sofrer gols, um, pelo menos, o time dele vai fazer. Dos nove jogos do Pantera neste Paulistão, em CINCO o time marcou gol na chamada “bola parada”: contra São Bernardo (Cris marcou), Guarani (Igor cabeceou e Gaúcho aproveitou rebote), Barbarense (Gaúcho no escanteio), Mirassol (Nunes no escanteio) e Penapolense (Cris no escanteio). O time só não somou pontos quando a defesa foi vazada;

3) Esqueça o jogo bonito, torcedor. Quando tiver que dar chutão pra frente, o time vai dar chutão pra frente. Não à toa, Veiga sempre cobra muita pegada – isso explica as muitas faltas/cartões. Vejo nas redes sociais os torcedores pedirem para que o treinador abra mão de três zagueiros e dois volantes, e que passe a jogar mais bonito. Faço um desafio: aponte um time neste Campeonato Paulista que tem jogado bonito e tem conquistado bons resultados;

4) Falemos do jogo contra o Penapolense. A equipe começou muito mal. Dimba e Francis marcavam errado, por zona. Fábio Gama estava mal posicionado, Zé Antônio tendo que sair demais, deixando o atacante Silvinho livre pelas pontas. César Gaúcho ficava vendido a frente da zaga, sem saber se marcava os meias que vinham de trás ou ajudava os zagueiros. Eis que veio o apagão. Este, na minha opinião, salvou o Botafogo. Não fosse a tempestade, o Penapolense, PELO MENOS, teria saído na frente;

5) Depois do apagão, o time voltou melhor. Francis e Dimba ajudaram mais e impediam as descidas dos volantes. Fábio Gama passou a cuidar de um dos meias, César Gaúcho e Zé Antônio compactaram melhor a frente da área. Mesmo não jogando bem, a marcação melhorou e o jogo ficou equilibrado;

6) Eis que surge o lance de bola parada e, de cabeça, Cris aproveitou o vacilo do goleiro do Roni. Note bem o lance (http://glo.bo/X7nzqr). O zagueiro Igor, muito inteligente, fica parado na entrada da pequena área para atrapalhar o goleiro do Penapolense. Preocupado com Igor, Roni deixa de ir na bola, vai no corpo do botafoguense, e deixa Cris livre. Sorte no lance? Não. Quem acompanha os treinos do Botafogo, sabe o quanto o técnico Marcelo Veiga insiste nas cobranças de faltas e escanteios. Mesmo nos coletivos, a cada bola parada, o cobrador faz pelo menos cinco cruzamentos;

7) Mesmo com o placar favorável, o Botafogo pecou na saída de bola. Sem o atacante Nunes, referência para os zagueiros/volantes, o time sofreu para controlar a posse de bola. Dimba não tem essa característica. Esforçado, ele bem que tentou cair pelas pontas, mas com o time bastante recuado, o atacante foi presa fácil para os marcadores. Fábio Gama, preocupado em ajudar na marcação, poderia ter aparecido mais para o jogo;

8) Nesta partida, ficou nítida a falta que faz o atacante Nunes no esquema de jogo do técnico Marcelo Veiga. O centroavante fixo, que sabe fazer o pivô, segura a bola e distribui as jogadas nas laterais, é fundamental quando o time tem cinco jogadores de marcação. É óbvio que o Nunes erra muitos domínios – muitas vezes por receber bolas “quadradas” -, mas ele acerta outros tantos que acabam deixando o time respirar um pouco mais com a posse da bola ou “agrupar para sair jogando”, como diz Marcelo Veiga;

9) Fábio Gama é habilidoso. Consegue segurar mais a posse de bola do que o meia Douglas Packer. Porém, o time perde na marcação. Quando recebe a bola “redonda”, Gama distribui bem as jogadas. Porém, quando a bola vem na fogueira (foram duas), o meia tentou afastar e os chutes (fracos) caíram nos pés dos volantes do Penapolense. Uma pena que um jogador com extrema habilidade seja tão franzino. Fosse um pouco mais forte, teria tudo para ser um excelente jogador. Apesar da fragilidade na marcação, deu mais qualidade ao meio-campo e deve continuar como titular no lugar de Packer;

10) Não preciso fazer elogios a Daniel Borges. Já os fiz em outros posts. Aqui, então, vai uma crítica construtiva. Daniel precisa ter mais tranquilidade quando está com a posse da bola. No único lance que ele realmente partiu pra cima do marcador do Penapolense, foi parado com falta. Em compensação, por duas vezes, quando foi sair jogando (ainda no primeiro tempo), se precipitou ao tentar fazer dois passes para o Dimba, armando o contra-ataque. Daniel ainda não tem a noção do quanto ele é veloz. Contra o Penapolense, ficou claro que ele era mais rápido do que seus marcadores, porém, ele insistia em passar a bola quando o melhor caminho era partir pra cima. Essa noção de quando ele deve carregar a bola, quando deve tocar, tentar o drible e chutar, vem com o tempo. O crescimento deste menino nas mãos do técnico Marcelo Veiga é impressionante;

11) Francis jogou muita bola contra o Penapolense. Não fosse o árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araujo, o atacante botafoguense teria pendurado toda a defesa do Penapolense na metade do segundo tempo e, fatalmente, alguém seria expulso. Foram muitas faltas em cima do atacante botafoguense, que desta vez soube explorar bem sua velocidade. Depois de ficar fora contra o Mirassol, Francis mostrou que é capaz e pode ser decisivo, seja marcando gols, seja incomodando a defesa. Não posso esquecer de enaltecer as boas atuações do zagueiro Cris e também do volante César Gaúcho. Ambos deram uma boa estabilidade ao time, logicamente, após o apagão;

11 tópicos: Barbarense 1 x 1 Botafogo

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Gostaria de pedir desculpas aos amigos pelo não post dos 11 tópicos da partida Barbarense x Botafogo.

Tenho direito a defesa? Por ser carnaval, nossa equipe do globoesporte.com entra em esquema de plantão e o trabalho na redação fica sobrecarregado [um folga, outro trabalha]. Como não sou de ferro e curto um bom samba, aproveitei os minutos que restaram para curtir com a galera.

Para piorar a situação, neste fim de semana eu estarei na minha folga, ou seja, não acompanharei a rodada. Como disse no primeiro post, farei o possível para analisar as atuações do Botafogo. Como não sou de ferro, vou “faltar” com vocês.

Espero que entendam!

11 tópicos: Botafogo 0 x 0 Corinthians

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Quem esperava por uma goleada corintiana, ficou surpreso. Confesso que, com tantos desfalques, falta de tempo para treinamento/entrosamento e dificuldades para recompor o time, apostava em uma vitória simples do Corinthians. Porém…

Vamos aos tópicos?

1) O empate foi bom para todos? É óbvio que os mais fanáticos vão dizer: ‘o Rafael salvou o Botafogo nos chutes do Pato e do Renato Augusto’ ou ‘a bola do Daniel que pegou no travessão era pra ter entrado’. No entanto, fazendo um balanço geral da partida, com chances para os dois lados, qualquer resultado seria considerado normal. Melhor para o Botafogo, que ganhou confiança e mostrou que tem força e capacidade para enfrentar qualquer clube neste Estadual;

2) O Corinthians começou melhor a partida. Sheik e Douglas, muito soltos, e Pato com boa movimentação, deixaram a defesa do Botafogo perdida. Foram longos 17 minutos de pressão, com duas chegadas de Pato, uma logo no primeiro minuto, com boa defesa de Rafael e outra de cabeça, após cobrança de falta de Douglas;

3) Passado a ansidade, o Botafogo melhorou e equilibrou a partida. A saída era pela direita, com Daniel Borges e Francis. O Tricolor obrigou o técnico Tite a inverter o posicionamento dos atacantes Jorge Henrique e Emerson para reforçar a marcação no lado direito botafoguense, que conseguiu “pendurar” o lateral-esquerdo Fábio Santos com um cartão amarelo logo aos 27 minutos;

4) Mais preocupado com a defesa, o Corinthians passou a atacar menos. Mais à vontade na partida, o Botafogo chegava com mais perigo. E mais uma vez pela direita, com Daniel Borges, o time de Ribeirão criou suas melhores chances. Ainda no primeiro tempo, um cruzamento que atravessou a área corintiana foi parar nos pés de Raí, que chutou para fora, aos 41 minutos. Na segunda etapa, outro cruzamento na área de Daniel para Raí, que não conseguiu alcançá-la. E no último e mais perigoso dos lances, Daniel Borges fez jogada individual e chutou forte, de pé canhoto, acertando o travessão de Danilo Fernandes (sim, Nunes estava impedido na sobra);

5) Não é de hoje e nem do último post que venho elogiando as atuações do ala Daniel Borges. Ontem, contra o Corinthians, foi o principal jogador do Botafogo, ao lado do goleiro Rafael. Apesar de quase ter sido expulso (próximo tópico), o jogador correu, não se intimidou, chegou à linha de fundo e quase marcou o gol da vitória;

6) E não é de hoje também que venho batendo na tecla que o ponto fraco do Daniel é a marcação. Ontem, por sorte (ou incompetência do árbitro), ele não foi expulso. Ao parar uma jogada de contra-ataque, o camisa 2 merecia receber o segundo cartão amarelo – assim como o atacante Alexandre Pato também deveria receber cartão (como eu estava do outro lado, não sei se seria vermelho) após um carrinho na lateral do campo, ainda no primeiro tempo;

7) Outro destaque positivo foram as atuações dos estreantes da noite, Raí e Preto Costa. O ala, que nunca havia jogado com Marcelo Veiga, ainda tinha algumas dificuldades com relação ao posicionamento. Já o zagueiro Preto Costa mostrou porque tem a confiança do treinador. Seguro, perdeu poucos lances e fez bons desarmes;

8) A boa dor de cabeça do técnico Marcelo Veiga vai ser para escalar o meio-campo para o jogo contra a Barbarense. Otacílio Neto deu mais velocidade e deixou o meio-campo mais forte, brigado. Zé Antônio vem jogando bem, chegando à frente e segurando a posse de bola e ajudando muito na marcação. Douglas Packer é o jogador referência, que distribui e pensa melhor as jogadas. O único titular absoluto, neste momento, é o volante Gilmak. Dos três “restantes”, um deve ir para o banco;

9) A zaga precisa confiar no goleiro e ontem, diante do Corinthians, Rafael mostrou que está pronto. Foram chutes de curta e longa distância, e saídas do gol por cima e por baixo que o credenciam a ser titular do time. Quando um goleiro de confiança grita com o sistema defensivo “sai” ou “deixa”, todos obedecem e o sincronismo favorece o bom posicionamento de todos;

10) Ontem, contra o Corinthians, o Botafogo mostrou que tem time para brigar pelo G8. É óbvio que os tropeços virão. É difícil manter uma regularidade num campeonato tão disputado como é o Paulista. Linense e Penapolense, até aqui, fazem uma campanha sem vírgulas, mas também devem perder pontos inesperados. O mais importante, neste momento, é observar que o time do Botafogo vem evoluindo, mesmo com desfalques importantes. No pouco tempo que faço cobertura esportiva de Ribeirão Preto, não me lembro de ver um time com três jogadores com o pé quebrado, além de um ligamento rompido e outras lesões musculares. O time soube repor as peças e, mesmo diante do Corinthians, mostrou que não perdeu em força e entrosamento. O time tem todas as condições de brigar pelo G8;

11) Boa, molecada! Francis, Daniel Borges, Alemão e Henrique Mattos (entrou MUITO bem): é impressionante como a garotada do Botafogo não sentiu o peso de enfrentar o Corinthians com mais de 26 mil torcedores. Está comprovado que o trabalho de base é a melhor saída para um clube do interior. É preciso “profissionalizar” a base. Com um técnico experiente, que dê respaldo a esses atletas, os times colhem bons frutos no futuro;

11 tópicos: Botafogo-SP 3 x 1 Guarani

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Situação na tabela de classificação, momento político do clube, escalações, posicionamento dos jogadores em campo…

Botafogo x Guarani: 3… 2… 1… Valendo!

1) Sabendo que o Guarani viria a Ribeirão Preto em busca da vitória, Veiga armou um time mais veloz e mais habilidoso: sacou o ala Fernando e entrou com Douglas Packer e Otacílio Neto, com os dois se desdobrando na marcação, até meio sem jeito, é verdade, pela zona esquerda do campo. O Bugre, até de forma surpreendente, atacou desde os primeiros minutos e acabou deixando muitos espaços. Os donos da casa souberam aproveitar as oportunidades e abriram 3 a 0 antes dos 30 minutos da etapa inicial;

2) Branco arriscou (e errou) ao lançar o time todo ao ataque desde o início da partida. Existia, sim, a necessidade da vitória. Porém, inevitavelmente, o Botafogo também entrou em campo com a obrigação dos três pontos. Acredito que o técnico do Bugre poderia expor menos o seu time, principalmente por conhecer: a) as limitações do elenco; b) a má fase que o clube vive; c) olhando o bom retrospecto do Pantera dentro do estádio Santa Cruz;

3) A dobradinha Douglas Packer e Otacílio Neto funcionou. Ambos ajudavam na marcação e puxavam os contra-ataques, ora um, ora outro. O gol de Otacílio Neto, lembre-se, nasceu de uma roubada de bola de Douglas Packer, que ligou rapidamente Nunes. O centroavante cruzou para Daniel Borges, que ajeitou para Francis. Quando a fase é boa, Francis tenta e erra o domínio, e a bola sobra para Otacílio Neto, que chuta forte, a bola desvia e morre na rede do adversário. Tudo corria bem até os 30 minutos da primeira etapa, quando…;

4) … o Botafogo ficou com 10 em campo. Por ora, esqueçamos a atuação do árbitro. O volante Zé Antônio, com um cartão amarelo, não poderia entrar com a sola da chuteira por baixo e fazer um movimento brusco com o braço por cima. Nos dois lances, nem o pé e nem o cotovelo acertaram o adversário. Porém, plasticamente, a ação é passível de interpretações;

5) Com toda sua experiência, Zé Antônio, deveria evitar lances mais ríspidos. Minutos antes da expulsão, o árbitro já havia dado um cartão amarelo por entendee que o volante botafoguense deixou o pé de propósito para acertar o adversário. Outro agravante: o placar já estava em 3 a 0, aos 30 minutos de jogo. Tudo isso às vésperas de um jogo importante, contra o Corinthians, na quarta-feira;

6) Sinceramente, não diria que o árbitro errou nos dois cartões dados ao volante. Cabe interpretação. A cada dez árbitros, 4 agiriam da mesma forma, 4 não dariam nenhum cartão e dois advertiriam apenas com um cartão amarelo. Critérios são critérios;

7) Se algum grande clube estiver observando o Botafogo neste Paulistão, o ala Daniel Borges pode começar a arrumar as malas. Neste domingo, ele participou dos dois primeiros gols do Pantera. Como lateral, ainda peca na marcação, mas nada que alguns bons treinos possam corrigi-lo. Na frente, tem evoluído a cada partida, é rápido, posiciona-se muito bem e tem tudo para aprimorar as finalizações;

8) Alex não foi bem contra o Guarani. Veiga o colocou na segunda etapa para que ele cadenciasse o jogo, segurando a bola no meio-campo, desafogando o sistema defensivo que estava pressionado e sobrecarregado. Porém, antes mesmo de terminar a partida, o jogador foi substituído, deixando claro que sua função não fora cumprida;

9) O Botafogo precisa de mais um zagueiro. Com o esquema 3-5-2 de Veiga, o time precisa ter boas opções no banco. Léo Alemão, Luís Henrique e agora Rafael Caldeira estão no DM. Sobram quatro jogadores para três vagas: Cris, Henrique Mattos, Igor e César Gaúcho. Com tantos cartões amarelos, fica difícil ter três no campo e apenas um no banco de reservas;

10) Após ficar com dez em campo, Veiga tinha duas opções. Tentar aproveitar a fragilidade do Guarani e, mesmo com um jogador a menos, arriscar uma marcação mais forte na tentativa de matar o jogo fazendo o quarto gol (haja fôlego durante os 60 minutos com um a menos)… Ou se fechar atrás e tentar segurar o placar em 3 a 1. Com um time que nunca havia treinado junto e com a improvisação na ala esquerda de Packer e Otacílio, restou ao treinador do Pantera optar pelo menos difícil: “fechar a casinha” com duas linhas de quatro marcadores e jogar por um contra-ataque;

11) Chute! Com as peças que estão à disposição do técnico Marcelo Veiga e assistindo a boa parte dos treinos do Botafogo, acredito que o Tricolor vai a campo contra o Corinthians com: Rafael; Henrique Mattos, Cris e Igor; Daniel Borges, César Gaúcho, Douglas Packer, Otacílio Neto e Raí; Nunes e Francis;

11 tópicos: Atlético Sorocaba 2 x 2 Botafogo-SP

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Prontos para mais um resumão da partida em 11 tópicos?

1) Veiga quer e precisa do ala Raí o quanto antes. As duas atuações do lateral Fernando, diante de São Bernardo e Atlético Sorocaba, demonstraram que o garoto precisa evoluir para estar na equipe titular do Pantera. O calendário com jogos a cada três dias não favorece esse tipo de crescimento gradual, ou seja, percebendo a existência da lacuna no elenco, Veiga pediu uma reposição à altura de Giovanni. Rapidamente, a diretoria, que concorda com o treinador, contratou o ala que estava na Lusa;

2) Refrescando a memória: contra o São Bernardo, logo no começo do segundo tempo, as duas melhores oportunidades foram nas costas de Fernando. Por pouco – por falta de pontaria do adversário (bola na trave) e pela boa defesa do goleiro Rafael – o Bernô não abriu o placar. Nesta quinta-feira, contra o Atlético Sorocaba, dois lances pelo mesmo lado resultaram em gols;

3) É óbvio que Veiga não vai admitir que Raí chega para ser titular. Até porque, não seria legal para o garoto Fernando, que tem se esforçado nos treinamentos, faz parte do elenco e, queira ou não, deu sua contribuição nas duas partidas. Único jogador da posição, Fernando se desdobrou para atender às necessidades da equipe;

4) Zé Antônio estava em uma noite infeliz. Não apenas pela incrível furada que resultou no segundo gol do Atlético, mas pelas condições do gramado, que prejudicaram o seu estilo de jogo, que é de conduzir a bola e distribuir as jogadas. Presente no ataque nos três primeiros jogos, desta vez o volante não apareceu;

5) Otacílio Neto dá trabalho aos adversários. É o típico atacante que protege, marca, dá carrinho e não desiste do lance. Bom nas bolas paradas pela direita, ele mostrou que tem uma perna esquerda potente. É preciso ter paciência com o jogador para que ele ganhe ritmo de jogo, afinal, foram longos 8 meses sem jogar por nenhum clube. Portanto, Otacílio deveria (ou deve?) continuar entre os titulares;

6) Francis entrou bem. Diferente daquele das atuações “apagadas” contra Santos e São Bernardo, o atacante foi arisco, deixou os zagueiros para trás e quase marcou o seu, lembrando o velho Francis da Copa Paulista. Como já alertado por este blogueiro, Francis precisa melhorar a finalização. Como titular ou como reserva, o garoto de 22 anos é peça importante no elenco de Veiga e será muito utilizado;

7) Por falar em finalização, o ala Daniel Borges também precisa aprimorar este fundamento. Nesta quinta-feira, foram três oportunidades claras de arremate a gol que, com a pontaria em dia, resultaria em três tentos a favor do Botafogo – uma na primeira etapa e outras duas na segunda;

8) Por outro lado, sejamos justo, Daniel tem sido cada vez mais perigoso em suas subidas ao ataque. Em todos os lances que ele esteve dentro da área para finalizar, observe, foi por oportunismo e excelente posicionamento. A marcação, ainda um pouco estabanada – resultou em mais um cartão amarelo -, também precisa ser melhor trabalhada por Veiga;

9) Preocupado com os cartões amarelos – e com razão -, Veiga tirou Otacílio Neto, que não tem a característica de bom marcador. Tanto que, em uma das poucas vezes que tentou tirar a bola no campo de defesa, cometeu falta dura e recebeu cartão amarelo. Mais uma vez o técnico do Botafogo deu uma oportunidade a um prata da casa – desta vez ao meia Álvaro;

10) Veiga não gosta de fazer “linha de impedimento” nas bolas paradas defensivas e, por isso, coloca um zagueiro para ficar na linha da primeira trave – Cris, o mais alto. Por enquanto, a tática tem dado certo, principalmente porque Rafael tem afastado as cobranças que entram na pequena área. Porém, o time não pode se descuidar um só segundo. Caso contrário…;

11) Por falar em goleiro, Veiga não deve contar com Doni neste Paulistão. Pelo pouco que conheço do treinador, o ex-goleiro da seleção brasileira e ídolo da torcida botafoguense deve mesmo trabalhar nos bastidores, auxiliando dentro e fora de campo. Rafael e Alê são os “jogadores de confiança do treinador” e devem seguir como primeira e segunda opção. Porém, é inegável que a presença de Doni nos treinamentos e até mesmo nas viagens, talvez no papel exercido atualmente pelo ex-goleiro São Marcos, no Palmeiras, é extremamente importante para o marketing do clube;

11 tópicos: Santos 3 x 0 Botafogo

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Cá estou para falar da vitória santista na noite desta quarta-feira, por 3 a 0, com mais uma atuação de gala do craque Neymar. Até quando e o que mais este garoto precisa fazer para provar ao próprio povo brasileiro que ele é craque? Vamos aos 11 tópicos da partida válida pela segunda rodada do Campeonato Paulista?

1) O Botafogo fez um início de partida muito bom, marcando a saída de bola e, de certa forma, surpreendendo o Santos na Vila. O Peixe, sem muitas opções na saída de bola, foi obrigado a fazer passes mais longos, facilitando a marcação das principais referências no ataque, Neymar e Montillo;

2) O “pequeno” quando enfrenta um “grande” tem que aproveitar as chances de gol. Não foram claras, mas em duas oportunidades o Botafogo poderia ter balançado as redes: com Daniel Borges, após cruzamento de Francis, e com Nunes, que recebeu dentro da pequena área, mas foi travado pela zaga na hora do arremate;

3) A grande diferença do Botafogo que enfrentou o Oeste para o time que pegou o Peixe foi a saída de Giovanni. Enquanto o ala esquerdo esteve em campo, o time conseguiu sustentar a marcação no campo de ataque, segurando as decidas do lateral Bruno Peres. Com Giovanni, o lado esquerdo do Pantera também tinha mais uma opção na saída de bola. O jogador sofreu uma pancada no pé direito e teve de ser substituído. O substituto Alex demonstrou ter habilidade, mas não tem a mesma velocidade e o vigor físico do ala. Alex é mais meio-campista, aquele jogador que cadencia a posse de bola, levanta a cabeça e distribui as jogadas, e tem mais dificuldades na marcação;

4) A “blitz” botafoguense durou pouco tempo: 25 minutos aproximadamente. Além da saída de Giovanni, o Santos mudou a forma de jogar. Neymar passou a buscar mais a bola, tirando o zagueiro Henrique Mattos da área, abrindo mais espaços para Cícero e Montillo no meio-campo. Pela direita (que já não tinha Giovanni), Bruno Peres passou a levar mais perigo, junto com Arouca. Com os espaços e as oportunidades criadas, Gilmak foi obrigado a recuar um pouco mais e o time passou a ser sufocado;

5) Dois erros no lance do primeiro gol do Santos. Douglas Packer errou o tempo de bola, foi driblado e não parou a jogada com falta. Na sequência, o goleiro Rafael se assustou com a presença de Neymar e espalmou para frente, quando poderia ter segurado a bola ou jogado pela linha de fundo. No segundo gol, Neymar mostrou que não pode ter espaço. Um lançamento preciso e o camisa 11 marca mesmo, com tranquilidade. Já no fim, Miralles aproveitou a defesa em linha e ganhou na velocidade para fechar o placar;

6) Os berros do técnico Marcelo Veiga, principalmente no segundo tempo, mostraram que o posicionamento da defesa não estava de acordo com o combinado nos vestiários – talvez pelo cansaço? A todo momento o treinador pedia aos zagueiros, principalmente a César Gaúcho, que “saísse na caça”. A explicação é simples: deixando os defensores atrás, próximos à grande área, sobram espaços para os meias Arouca e Cícero trabalharem melhor as jogadas – espaço que não tinha nos primeiros minutos de partida;

7) Henrique Mattos não tem culpa do que fez Neymar. Aliás, pagou o pato que qualquer outro defensor do Pantera pagaria. Em noite inspirada, fica difícil parar o craque santista. Dar o bote? Corre o risco de fazer faltas – como o fez e foi advertido com cartão amarelo. Esperar ele dominar e virar de frente? Neymar é rápido demais e consegue sair da marcação. Sair da área para marcá-lo? Ele toca de primeira e recebe na frente. Dura a vida de Henrique Mattos, que pode ser uma boa opção para o técnico Marcelo Veiga ao longo da competição, mas não para anular Neymar. Aliás, hoje, no Brasil, quem consegue marcar Neymar?

8) Renê Junior fez uma exibição de gala. É óbvio que os holofotes ficaram voltados para as jogadas geniais de Neymar e também para a boa estreia de Cícero na Vila. Porém, pelo conjunto da obra, o volante, ex-Ponte Preta, demonstrou que tem potencial e pode vir a ser um baita volante. Sabe se posicionar, é rápido, pode atuar como zagueiro e não se precipita quando está com a bola nos pés;

9) No Pantera, o melhor em campo, novamente, foi Zé Antônio. Bem posicionado, o volante fez desarmes, segurou a bola na tentativa de desafogar o time, chegou a frente e deu um dos poucos chutes que assustaram o goleiro Rafael. Zé Antônio conquistou seu espaço no time e dificilmente perderá o lugar na equipe titular para André, que já estava à disposição de Marcelo Veiga na partida diante do Peixe;

10) Alguns jogadores sentiram, realmente, o peso de jogar na Vila Belmiro contra o Santos de Neymar, como bem salientou o técnico Marcelo Veiga. Um deles foi o atacante Francis. Apagado durante os 90 minutos, o camisa 7 não repetiu a boa atuação diante do Oeste;

11) Na entrevista pós-jogo, Veiga deu uma declaração muito interessante. Se a todo momento o técnico do Pantera dizia que a competição não era contra os grandes, no vestiário, o papo era outro. O treinador deixou bem claro que perder não estava em seus planos. Pode até ser normal, mas que o grupo não poderia se contentar com a derrota. O time não pode se acostumar com o ambiente negativo, disse ao site oficial. Tudo isso, claro, tentando resgatar a confiança adquirida contra o Oeste, já visando a partida contra o São Bernardo;

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