Situação na tabela de classificação, momento político do clube, escalações, posicionamento dos jogadores em campo…

Botafogo x Guarani: 3… 2… 1… Valendo!

1) Sabendo que o Guarani viria a Ribeirão Preto em busca da vitória, Veiga armou um time mais veloz e mais habilidoso: sacou o ala Fernando e entrou com Douglas Packer e Otacílio Neto, com os dois se desdobrando na marcação, até meio sem jeito, é verdade, pela zona esquerda do campo. O Bugre, até de forma surpreendente, atacou desde os primeiros minutos e acabou deixando muitos espaços. Os donos da casa souberam aproveitar as oportunidades e abriram 3 a 0 antes dos 30 minutos da etapa inicial;

2) Branco arriscou (e errou) ao lançar o time todo ao ataque desde o início da partida. Existia, sim, a necessidade da vitória. Porém, inevitavelmente, o Botafogo também entrou em campo com a obrigação dos três pontos. Acredito que o técnico do Bugre poderia expor menos o seu time, principalmente por conhecer: a) as limitações do elenco; b) a má fase que o clube vive; c) olhando o bom retrospecto do Pantera dentro do estádio Santa Cruz;

3) A dobradinha Douglas Packer e Otacílio Neto funcionou. Ambos ajudavam na marcação e puxavam os contra-ataques, ora um, ora outro. O gol de Otacílio Neto, lembre-se, nasceu de uma roubada de bola de Douglas Packer, que ligou rapidamente Nunes. O centroavante cruzou para Daniel Borges, que ajeitou para Francis. Quando a fase é boa, Francis tenta e erra o domínio, e a bola sobra para Otacílio Neto, que chuta forte, a bola desvia e morre na rede do adversário. Tudo corria bem até os 30 minutos da primeira etapa, quando…;

4) … o Botafogo ficou com 10 em campo. Por ora, esqueçamos a atuação do árbitro. O volante Zé Antônio, com um cartão amarelo, não poderia entrar com a sola da chuteira por baixo e fazer um movimento brusco com o braço por cima. Nos dois lances, nem o pé e nem o cotovelo acertaram o adversário. Porém, plasticamente, a ação é passível de interpretações;

5) Com toda sua experiência, Zé Antônio, deveria evitar lances mais ríspidos. Minutos antes da expulsão, o árbitro já havia dado um cartão amarelo por entendee que o volante botafoguense deixou o pé de propósito para acertar o adversário. Outro agravante: o placar já estava em 3 a 0, aos 30 minutos de jogo. Tudo isso às vésperas de um jogo importante, contra o Corinthians, na quarta-feira;

6) Sinceramente, não diria que o árbitro errou nos dois cartões dados ao volante. Cabe interpretação. A cada dez árbitros, 4 agiriam da mesma forma, 4 não dariam nenhum cartão e dois advertiriam apenas com um cartão amarelo. Critérios são critérios;

7) Se algum grande clube estiver observando o Botafogo neste Paulistão, o ala Daniel Borges pode começar a arrumar as malas. Neste domingo, ele participou dos dois primeiros gols do Pantera. Como lateral, ainda peca na marcação, mas nada que alguns bons treinos possam corrigi-lo. Na frente, tem evoluído a cada partida, é rápido, posiciona-se muito bem e tem tudo para aprimorar as finalizações;

8) Alex não foi bem contra o Guarani. Veiga o colocou na segunda etapa para que ele cadenciasse o jogo, segurando a bola no meio-campo, desafogando o sistema defensivo que estava pressionado e sobrecarregado. Porém, antes mesmo de terminar a partida, o jogador foi substituído, deixando claro que sua função não fora cumprida;

9) O Botafogo precisa de mais um zagueiro. Com o esquema 3-5-2 de Veiga, o time precisa ter boas opções no banco. Léo Alemão, Luís Henrique e agora Rafael Caldeira estão no DM. Sobram quatro jogadores para três vagas: Cris, Henrique Mattos, Igor e César Gaúcho. Com tantos cartões amarelos, fica difícil ter três no campo e apenas um no banco de reservas;

10) Após ficar com dez em campo, Veiga tinha duas opções. Tentar aproveitar a fragilidade do Guarani e, mesmo com um jogador a menos, arriscar uma marcação mais forte na tentativa de matar o jogo fazendo o quarto gol (haja fôlego durante os 60 minutos com um a menos)… Ou se fechar atrás e tentar segurar o placar em 3 a 1. Com um time que nunca havia treinado junto e com a improvisação na ala esquerda de Packer e Otacílio, restou ao treinador do Pantera optar pelo menos difícil: “fechar a casinha” com duas linhas de quatro marcadores e jogar por um contra-ataque;

11) Chute! Com as peças que estão à disposição do técnico Marcelo Veiga e assistindo a boa parte dos treinos do Botafogo, acredito que o Tricolor vai a campo contra o Corinthians com: Rafael; Henrique Mattos, Cris e Igor; Daniel Borges, César Gaúcho, Douglas Packer, Otacílio Neto e Raí; Nunes e Francis;

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