Encerro a minha participação na cobertura das eleições de Ribeirão Preto extremamente envergonhado. Não que eu tenha vendido o meu voto ou que o meu candidato tenha me decepcionado nas urnas. Nada disso!

A péssima recordação que levo deste 7 de outubro tem como protagonista um colega de profissão.

Ingênuo (ou esperto demais?), o rapaz, que vestia o uniforme de uma rádio, vibrava a cada parcial divulgada a favor de “sua preferência” como se fosse um time de futebol. Jogando em casa, ou seja, dentro do “seu comitê”, o colega extrapolava nas comemorações e chegava a constranger os cabos eleitorais mais fanáticos.

Nobre rapaz e futuros colegas de profissão:

Se estás a trabalho, busque sempre a isenção! Se tens interesses particulares, peça para não trabalhar! E se nada disso for possível, seja discreto (não que o fingimento amenize o papelão, mas o ambiente sugere um comportamento “politicamente correto”)!

Como jornalista, senti vergonha! O repórter? Nem deve saber o que é vergonha.

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