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Sem lamentar

O Botafogo perdeu dois zagueiros apalavrados no início da semana. Hoje, o Comercial provou do mesmo veneno.

Apesar de apalavrados – e até treinarem no clube, no caso do Leão -, a dupla de zaga Márcio Alemão e Erivélton, pelo Botafogo, e a dupla ex-Grêmio Osasco, Edinho e Dedé, pelo Comercial, deixaram a cidade sem dar explicações.

Clubes são reféns de jogadores sem ética e profissionalismo. Todos estão livres para negociar com outros e quaisquer clubes. Porém, uma vez apalavrado, seria bom que cumprisse o acordo.

PS. Apalavrados sem palavras existem em todos os lugares. O lateral Roberto Carlos, se tivesse uma proposta real (ou Real), não chegaria ao Corinthians. Alguém duvida?

São Paulo quer Fernandão. Palmeiras, Valdívia.

Se pudessem, os jogadores vestiriam a camisa dos respectivos clubes hoje.

Os únicos que poderiam – podem e devem – atrapalhar a transferência de ambos são os clubes detentores do passe de cada um.

O Goiás não abre mão do atacante. O Al-Ain, a fim de conquistar uma vaga para o Mundial 2010, não pretende liberar o chileno.

Vítimas dos clubes ou responsáveis por contratos mal-feitos?

Palmeiras
Incalculável o prejuízo da Traffic ao segurar o trio palmeirense Diego Souza, Cleiton Xavier e Pierre no Palmeiras durante a janela de transferências do meio do ano.

Love, contratado para ser a grande estrela do elenco, não supriu os lesionados Pierre e C. Xavier. Entre Vágner e Mancha Verde não existe mais Love. O pior da história é bancar o salário do atacante até junho (estima-se R$400 mil/mês).

Sem Libertadores, restou a ’segunda opção’ ao time de Parque Antártica. Em vez de Tolói, Leandro Eusébio. Em vez de Réver, Léo. E assim por diante…

Santos
O volante Rodrigo Souto será vendido. Uma das surpresas positivas do Santos neste semestre, os 4 milhões de Euros oferecidos pelo PSG são tentadores. Teixeira garante que não vende Neymar e PH Ganso.

Corinthians
Tcheco ou Danilo? Não entendi a contratação do ex-sãopaulino. Um deles será reserva. Claramente, com o técnico Mano Menezes, o ex-capitão gremista sai na frente .

Marcelinho Carioca, se entender ‘a parte que lhe cabe neste latifúndio’, agrega ao Centenário. Caso contrário, como já demonstrou em outras oportunidades, pode trazer problemas ao Parque São Jorge.

São Paulo
Ceni; Breno, André Dias e Miranda; ????, Ricky, Jean, Hernanes e J. Wagner; Fernandão e Fernandinho.

Com esse time, eu sou Campeão. Precisa, sim, de um bom ala-direito. Quem contratar? Mancini está na lista dos piores estrangeiros na Europa. Cicinho em baixa.

Léo Lima, André Luis, Xandão são reservas de luxo. O SP precisa de titulares.

Botafogo
Ouvi rumores sobre Neneca, ex-Santo André. Bom goleiro, experiente e bastante sério. Seria o melhor goleiro dos últimos tempos defendendo as cores do Pantera.

Alguns nomes, apesar de praticamente certos, deixaram o Tricolor antes do tempo. Olhemos o lado positivo: É preciso ter comprometimento ao vestir a camisa do Pantera. Os que vão pelo dinheiro são os mesmos que cobram um ‘bicho mais gordo’ nas últimas rodadas.

Comercial
A diretoria do Leão tem acertado nas contratações para 2010. Chegam jogadores que tiveram boas passagens pela divisão, mesclando com outros mais experientes e vencedores em divisões acima (Cafu, pelo Monte Azul e Cenedezi, pelo Botafogo). No comando, treinador que também conquistou acessos.

O Botafogo anunciou a contratação do atacante Willian, 26, hoje à noite no estádio Santa Cruz.

Decepcionado com a expectativa criada pela diretoria, surpreso com a recepção acalorada, noto que a passagem do jogador está viva na lembrança do torcedor – carente de ídolos.

Willian foi determinante no acesso à Série A1. Bom jogador, rápido, forte, fez gols importantes e honrou a camisa panterina. Ótimo reforço, mas aquém do suspense.

Pontos relevantes sobre a contratação:

- A torcida está do lado da diretoria. Compareceu e aplaudiu o novo reforço, mesmo esperando um ‘algo mais’;

- A campanha “Volta Willian”, citada pela assessoria de imprensa do Bota, foi criada pelo Lukaz Vini – reconhecidamente parceiro da diretoria tricolor;

- Apresentado como ídolo, Willian passa a ter mais responsabilidades. A expectativa pode atrapalhar o rendimento do atleta;

- A recepção organizada mostra o crescimento do clube neste terceiro mandato Luis Pereira – Virgílio Martins;

- O diretor de futebol Osvaldo Festucci demonstra seriedade e profissionalismo. Tem suado pra montar o elenco 2010, mesmo diante das críticas e dificuldades financeiras;

- O mesmo Festucci precisa entender que a imprensa sempre vai cobrar e criticar. Não somos donos da verdade, erramos mais do que deveríamos e, ainda assim, faz parte do nosso ofício. O único sacrificado por equívocos é o próprio Festucci. Isso é ser gerente de futebol.

A batalha campal no Couto Pereira manchou o mais belo Campeonato Brasileiro disputado por pontos corridos.
 
Quando deveríamos comentar o título Rubro-Negro, a reação do Fluminense e a vaga do Cruzeiro à Libertadores, o confronto entre vândalos e policiais paranaenses invadiu portais, sites de relacionamentos, twitter e roda de amigos.
 
O rebaixamento, perto da barbárie, está longe de ser a maior vergonha no ano do centenário.
 
O STJD que tanto puniu invasores neste Brasileirão, deve ser igualmente rigoroso neste julgamento. Se o órgão levar em consideração o número de invasores, o estádio do Coxa será interditado por muitos anos.
 
O Inferno Verde, como se auto-intitulam os torcedores desorganizados do Coxa, deverão pagar pelos pecados.

* Comentário para a CBN Ribeirão desta quarta-feira, 09 de dezembro de 2009. Ouça: Pecados do Inferno Verde.

Minha seleção do campeonato seria a seguinte:

Vitor (Grêmio)
Vitor (Goiás)
André Dias (São Paulo)
Miranda (São Paulo)
Júlio César (Goiás)
Pierre (Palmeiras)
Guiñazu (Inter)
Conca (Fluminense)
Petkovic (Flamengo)
Diego Tardelli (Atlético Mineiro)
Adriano (Flamengo)

Técnico: Silas (Avaí)
Árbitro: Heber Roberto Lopes
Revelação: Paulo Henrique Ganso (Santos)

Estranho no ninho: Celso Roth (técnico) e Armero (Palmeiras) estiveram entre os melhores. Pra mim, estão entre os piores.

Conquistar a Sul-Americana após a goleada por 5 a 1 em Quito era tão difícil quanto escapar do rebaixamento há 8 rodadas.

Cuca e seus ‘guerreiros’ – como denominou a torcida -, provam a cada jogo que tudo é possível. Por detalhes não foram campeões continentais. No Brasileirão, precisam apenas de um empate para escapar da Série B em 2010.

Sem o título, restou a decisão contra o também desesperado Coritiba, no Couto Pereira.

Com os pés, Fred pode ajudar o Flu a se manter na Série A. Sem cabeça, as chances de o atacante prejudicar o tricolor são proporcionais.

Futebol é lazer, diversão, entretenimento.

Em casa, no trabalho e até mesmo nas arquibancadas, a rivalidade sadia entre clubes sempre contribuiu para o crescimento do esporte.

Porém, quando as notícias saem dos campos e vão às batalhas é porque algo está errado.

O ônibus do Palmeiras foi apedrejado. Vagner Love enfrentou três na agência bancária.

Se revolta e violência significam amor ao clube, que este fique sem apaixonados.

Se vândalos traduzem assim o amor ao esporte, que tenhamos jogos com portões fechados, sem torcida.

Apesar do ambiente conturbado, Diego Souza amenizou e disse que os agressores não representam a nação palmeirense.

Já a diretoria, teme a saída de jogadores após os dois episódios.

Na guerra sem vencedores, a violência gratuita vai custar caro ao Palmeiras!

* Comentário para a CBN Ribeirão desta quarta-feira, 02 de dezembro de 2009. Ouça: Violência Gratuita.

Fim do romance!

De acordo com a Rádio Bandeirantes, o atacante Vágner Love foi agredido por torcedores da Mancha Alviverde – organizada do Palmeiras – quando se dirigia a uma agência bancária próxima ao Palestra Itália.

Os agressores, que estavam em bando (se estivessem a sós pediriam autógrafo), estão crentes que, depois de levar uma surra, o atacante vá render mais em campo.

Partindo deste princípio, todos deveriam apanhar. Será que eles não pensam em se organizar pra bater em todo o elenco? Quem sabe assim, o time renda mais.

Como são essas pessoas como pais ou filhos?

Amor? Não querem nem saber o que é…

Sou um dos culpados pelo apedrejamento ao ônibus do Palmeiras.

Durante a semana comentei as declarações de Belluzzo no CBN Ribeirão Esporte. Caiu na internet, criticamos o dirigente e agora merecemos a crítica. Se ele errou, nós também erramos ao insistir com o tema.

Torcedores são-paulinos que não tinham visto, nos ouviu na rádio e passou a ter raiva. Quem já havia assistido, ficou ainda mais furioso. Outros, mais exaltados, se armaram. Para os fanáticos, o estopim.

Ninguém sabe a qual facção pertence os vândalos que organizaram tal emboscada à delegação palmeirense. Mas, certamente, tal ação foi desencadeada por desmedidas declarações de dirigentes, treinadores, jogadores e imprensa, que repercutem ‘notícias’ na mídia.

Será que estou sendo radical? Qual objetivo do jornalismo esportivo? Prestes a me formar, confesso, estou confuso. Ignorar o fato ou criticar mais do mesmo? Quanto tempo merece um assunto como este? Refletir é sempre bom…

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